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sábado, 11 de maio de 2013

da flatulência

Estar num só.

«Hoje estou num só!"

Forma minhota de dizer que se está com muita flatulência.

Reza a história de que os Lusitanos se muniram de todo o gás metano que as suas entranhas possuíam para derrubar, vezes sem conta, os romanos. Como eram um povo unido, diziam todos que estavam "num só" enquanto avançavam sobre as legiões romanas com velocidade acrescida. Os romanos, não habituados a cheiros tão intensos, fugiam em debandada e com o rabo 'antre' as pernas.

No entanto, devemos acrescentar que o povo Lusitano era já atento a estas questões que concernem o flato, como atesta a receita do pão lusitano, que não propicia a ventosidade intestinal.

terça-feira, 30 de abril de 2013

das reformas escatológicas chiques

«Sagreta»: versão adulterada (incluindo o fenómeno linguístico favorito dos minhotos, a metátese) de 'sarjeta', que é uma pequena vala para escoamento das águas. Neste caso, a palavra refere-se à casa de banho.

A inclusão do 'g' em substituição do 'j' poderá ter que ver com a emigração portuguesa para França. Quando os emigrantes portugueses minhotos descobriram como se dizia reforma em francês ('retraite'), associaram o vocábulo à palavra 'retrete' em português, sabendo, porventura, de antemão que a sua reforma em Portugal seria uma valente merda e, assim sendo, merda por merda, mais vale estar na retrete em Paris do que na sagreta no Vale do Ave.
Porque todos sabemos que a 'mérde' é sempre mais chique do que a 'merda'.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Putas e Vinho Verde

"Correu-te mal a chiquita?" [t∫]

A Chica: pode significar menstruação, bebida alcoólica, dança lasciva de negros ou, simplesmente, porca.

A pergunta faz-se quando alguém se apresenta de mau humor e tentamos inquirir sobre esse estado de espírito. Portanto, a pergunta tem um leque de significados: bebeste demasiado e a bebedeira correu mal?; correu mal a dança badalhoca e não conseguiste concretizar o coito?; estás com demasiado fluxo de menstruação e sentes-te a nadar em período?; estás porca ou quê?

Não é de admirar que o Minho seja uma região de putas e vinho verde.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

o Minho e o Clima

"Ele bai tchuber."


Pronome impessoal ou neutro de parolice.

Provavelmente do francês, 'il', devido à grande onda de emigração minhota para França em tempos que já lá vão. Comummente usado com verbos meteorológicos como o acima citado: "Ele bai aquecer o tempo", "Ele bai nebar."



Por vezes, o pronome impessoal ou neutro de parolice também vem no plural, 'eles', mas aqui funciona como referência a uma entidade desconhecida mas abençoada com poder e imensa sabedoria no que respeita a fenómenos climáticos e não propriamente como neutro. Aqui a Porca desconfia que se refira aos jornalistas e apresentadores dos boletins meteorológicos (e por vezes médicos e cientistas): "Eles diz que bem aí sol de troboada!"

'Sol de troboada': o sol quente de inverno ou outono que, segundo as mães, tias e avós minhotas traz doença às pessoas que não fazem uso de um chapéu.  




sábado, 26 de janeiro de 2013

O Aviário

Frase apanhada pela Porca num jantar em família:

"- Em Lanzarote não há camelos naturais.
 - Há, há. Quer dizer, não sei. Se calhar são do aviário."

O Aviário: o inferno de qualquer mãe/avó/tia minhota. Aquele lugar desprezível onde as coisas crescem alimentadas a "produto".

Outras frases onde figura o Aviário:

"Os ovos do Aviário não são tão marelinhos como os caseiros."

"Esse frango é do Aviário, num presta."

"Os bifes do Avíário num fico tão bons como os caseiros. Isso é de vaca industrial."

etc etc.

Acrescente-se aqui o seguinte (e que isto fique bem claro): os pitos da Porca não são do Aviário.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sumo Pontífice


Excerto da música cantada pelas senhoras minhotas aquando da visita do Papa João Paulo II a Fátima:

"João Paulo II, o Bispo Universal,


Vem vindo, vem vindo, vem vindo a Portugal."

A hipercorreção começou já nos tempos de Viriato - todo o povo lusitano gritava o seu nome com um som que era algo entre o «u» latino e o «b», o que enervava gravemente o grande chefe. Por lhe temerem a ira, os comuns começaram então a tentar corrigir esse seu erro mas alastraram a tendência a todas as palavras, mesmo aquelas que têm, de facto, o som de «b».



Esta  tendência manteve-se até aos dias hoje e não é de ficar «barado» que no Minho aconteça múltiplas vezes:

"Aco, fábrica de calçado, Vom Dia!" - telefonista na ACO (fábrica de calçado do Vale do Ave).
"Acabei de chegar do travailho" - qualquer comum mortal destas «vandas».
"Os meus pais não me seguem muito no futevol, na vola. Mas eu bou danificar o cluve e a camisola." Citação adulterada de testemunho de Zé Nando, jogador de futebol da terceira divisão de alguma terrinha perdida entre Santa Cona do Assobio e A Dois Dedos do Cu. No Minho, claro está.

Ainda sobre a visita do Papa: ele, de facto, acedeu ao pedido das suas crentes minhotas e veio vindo, aspergindo todos os presentes com o seu sumo pontífice.

Ámen.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

dos golfinhos e dos homossexuais


"Gostar de golfinhos é p'ra paneleiros!"

Desde tempos antigos que o nível de masculinidade se mantém por relação com actividades que requeiram força física e nenhuma demonstração de carinho ou afecto. 


Tal frase é, portanto, por estas bandas, um axioma. Porque os golfinhos são cetáceos fofinhos, nenhum homem deverá aproximar-se deles. Pelo contrário, os homens do Minho devem aproximar-se, isso sim, de cabras, vacas e porcos, como nos tem demonstrado a história zoófila. Porque gostar de e fazer amor com esses animais é para macho; com golfinhos é para maricas. Não será por acaso que os cavalos lusitanos são conhecidos pela sua rapidez e agilidade - o povo Lusitano, em especial os do Noroeste do país, sempre lhes deram muito amor e carinho. Com muitas aspas.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Roupa Interior no Minho

Truços ou Truces.

Roupa interior masculina que tanto pode ser cueca ou boxer, ou seja, peça de vestuário com duas aberturas por onde passam as pernas.

A origem de tal vocábulo é desconhecida.

sábado, 13 de outubro de 2012

licores minhotos

Na zona do Minho e arredores, a ortografia varia muito (detalhe que suspeito ser válido para o resto do país).

Licores só p'rós doutores!



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Minho, Gália, Dislalia, Genitália


"está antre as pernas!"

O Minho não terá tido muitas trocas com a Gália, mas talvez pela influência da ida e regresso do fluxo de emigrantes portugueses para França na segunda metade do séc. XX, algumas palavras, na oralidade, ter-se-ão aproximado da fonética francesa. Isso ou os Minhotos sofrem de um grave caso de dislalia.

De resto, expressão utilizada com um gesto de cariz obsceno que consiste em levar o punho cerrado aos genitais para reforçar e visualmente localizar a parte anatómica pretendida. Fisicamente, crê-se que o movimento é uma herança directa dos antepassados de Portugal, em especial dos prisioneiros lusitanos de guerra: levados para os acampamentos romanos, torturados e esfomeados, recusavam-se estes valentes guerreiros, ainda assim, a denunciar o paradeiro do seu grande general e pai da Portugalidade: Viriato. Perante a exaustivamente repetida pergunta, respondiam apenas com um esgar de troça que o seu rei estava "...antre as pernas!" 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dos milheirais e do coito


"Anda entre o milho, que já cobre dois cus!"

Convite formulado por homem minhoto a mulher minhota. O milheiral, imagem tão marcante do Noroeste português, serviu durante os tempos e serve ainda como cenário idílico para a procriação. A referência à região das nádegas é desprovida de sentido metafórico mas sugere que o espécimen macho não é adepto de posições coitais mais costumadas, como a posição missionário, mas é sim fã de disposições mais arrojadas que envolvem a pega por trás.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Das Mulheres Fabris e da Felação no Minho.


"Eu chupo, chupo mas é a do meu home!"

Senhora minhota fabril* dissertando sobre a sua vida sexual privada. Não nos esqueçamos de ler assim: <t∫u pu>. O Minho adora incluir oclusivas e fricativas em memória dos parentes Galegos. O Minho adora também agradar com a boca, como se pode deduzir pelas palavras desta senhora.

*NB: as senhoras minhotas fabris são uma espécie extremamente sui generis. Por norma, têm o hábito de debandar estrada abaixo ou acima em grupos de dois indivíduos ou mais, apoiando os braços cruzados nos seus peitos volumosos, e desfilando maravilhosamente os seus cabelos enfeitados com cotão. Mui respeitadas pelos condutores, que frequentemente têm de parar ou desviar da rota que seguem devido ao facto de estes espécimes não fazerem fila indiana na estrada: antes se posicionam lado a lado, dois ou mais, incomodando orgulhosamente o trânsito. Uma espécie feroz, a ser temida por todos os que vivem no Minho ou aqui vêm passear, mas concomitantemente venerada pela população autóctone.

Da Interjeição apimentada

Há uma interjeição no português que corre o país de norte a sul: "homessa!". Tal expressão é o mesmo que dizer "Ora essa!" ou "Essa agora!".

Mas no Minho essa interjeição assim desprovida de armadura e condimentos não satisfaz os falantes - a "homessa" juntam eles a pimenta forte, a cereja no topo do bolo: "homessa c******!".

Não fossem eles bons Minhotos, descendentes de grandes povos bárbaros, amantes incondicionais do palavrão.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

a Interjeição no Baixo Minho


"Bem cá toma!"

Interjeição designativa de admiração, surpresa, espanto, indignação. 
Ex: «A Igreja de Joane demorou 50 anos a ser construída? E destruíram a outra antiga, de incontável valor histórico? Bem cá toma!»

Também substituível por "bencástrenokte". Esta última variação, por não seguir propriamente as regras da evolução do latim para português, poderá mesmo ser de origem Castreja ou até, na sua génese e/ou construção linguística, ser parente não muito distante do Basco. 

a alimentação dos Celtas


Esbichar

Verbo transitivo que geralmente se refere ao acto de pegar no frango do churrasco com as mãos e chupar os ossos e sugar os pedacinhos de carne que ainda restam agarrados. 
Um acto reminiscente das práticas alimentares das antigas tribos Celtas que povoavam a zona que hoje é o Minho. Não confundir com espichar, que tem que ver com peixe. 

domingo, 23 de setembro de 2012

das mães e dos filhos no Minho

"- Eu chuço-te a faca!"

 (<t∫usu'tɛ ɐ fakɐ>)

Expressão de ameaça comummente usada por mães enfurecidas com os filhos ariscas que fazem asneiras e as enervam.

Chuçar - espetar, empalar, esfaquear.

Shakespeare no Minho


Estropiar à porta.

Expressão que deturpa o significado do verbo estropiar. Significa, basicamente, bater ao de leve à porta, quando não se tem a certeza que se quer que alguém venha receber-nos, ou quando não se pode fazer muito barulho. 
Provavelmente de origem Britânica ou Italiana: Romeu costumava estropiar à janela de Julieta para ninguém senão ela ouvir. Resquícios da aliança Luso-Britânica que ainda hoje persiste. É possível que Shakespeare tenha querido localizar Romeu e Julieta em Guimarães, desistindo por razões desconhecidas (quiçá porque lhe apareceu uma porca com pitos à noite).